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Oswald Spengler, O homem e a técnica.

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Em 1931, Oswald Spengler com toda sua genialidade diagnosticou como um grande visionário intelectual, não só a queda do ocidente, mas pelos meios ou causas existentes para a queda, uma delas foi escrita em seu livro clássico ( O homem e a técnica). Segundo ele,  a mecanização do mundo entrou numa fase de hipertensão altamente perigosa. A imagem da terra, com toda sua fauna e flora e homens, se modificou. Dentro de alguns decênios haverão desaparecido as grandes selvas, transformadas em papel de jornal; e se terão produzido mudanças de clima que ameaçarão a agricultura de populações inteiras. As Inumeráveis espécies animais se extinguem quase por completo, as raças humanas inteiras chegaram quase ao ponto de extinção, como os pele-vermelhas da América e os índios da Austrália. Para ele, todas as coisas orgânicas estão sucumbindo à organização Superficial moderna.  "Um mundo artificial está impregnando e envenenando o natural.  A própria Civilização se tornou uma máquina qu...

Gustav Le Bon, a psicologia das Multidões.

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  Um dos maiores intelectuais do século passado, um homen visionário, Le Bon durante as décadas de 1890, voltou-se para a psicologia e sociologia, campos onde lançou seus trabalhos mais bem sucedidos. No seu livro mais famoso ( Psicologia das Multidões) ele partiu de um pressuposto muito interessante. Uma visão de que multidões não são a soma de suas partes singulares, com suas qualidades determinadas, mas,  ele  propunha uma visão em  que dentro de multidões forma-se uma nova entidade psicológica, cujas características ou propriedades são determinadas pelo "Inconsciente coletivo" da multidão.  Le Bon teorizou que a nova entidade, a chamada "multidão psicológica", emerge da incorporação da população reunida, não apenas formando um novo corpo, mas também criando uma "inconsciência" coletiva. Por exemplo , quando um grupo de pessoas se reúne e se aglutina para formar uma multidão, ali existe  uma "influência magnética dada pela multidão" que transm...

A razão na História, o Slavofilismo, e Putin..

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Os intelectuais Trubetzkoy e Nikolai Berdiaev, grandes nomes do nacionalismo Russo, este ultimo desenvolveu a sofiologia, o conceito  relativo à sabedoria, bem como um conceito teológico referente à sabedoria de Deus. Em (A Europa e a Humanidade)  Trubetzkoy, postula que  Por sua própria natureza, a Eurásia está historicamente destinada a compreender uma única entidade estatal.  Trubetzkoy  por sua vez, nega qualquer substância política significativa às relações entre os estados europeus. Ele entendia que  eles formam uma única entidade política, porém subdividida  culturalmente  , impulsionada pelo chauvinismo pan-europeu, além de constituído por uma combinação de interesses próprios e uma missão europeia de civilizar.. A posição de Trubetzkoy  nesse caso, é que a única alternativa viável tanto para a Europa quanto para a "humanidade" seria uma entidade intermediária, semelhante à Europa em sua diversidade cultural inerente, mas di...

O Escravismo Negro, um olhar histórico.

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Quando ouvimos falar sobre escravidão no Brasil geralmente o que temos são uma sopa de estereótipos sobre a vida do negro escravo, mas, um fato curioso e muito interessante poucas vezes anunciado, é que a historiografia brasileira ( independente das posições e esquemas ideológicos, demonstra uma outra realidade, uma dessas realidades, é a vida de um escravo no Brasil, de preferência o urbano, ou escravo ganhador ou de ganho, marcado pela presença baiana ( necessáriamente soteropolitana, e carioca ). Contudo, nos últimos anos, muitos estudos tem demonstrado que a escravidão ( principalmente esse estilo de escravismo) estaria costurando uma série de elementos que configuram um ponto de vista muito mais complexo e nada efêmero para as circunstâncias sociais da escravidão nos seus últimos séculos. No caso da escravidão urbana, ao que tudo indica, já seria uma espécie de  articulação interna e metamórfica capitalista. Na escravidão urbana, no caso do ganho as chances de o escravo supera...

Luís Câmara Cascudo, Uma erudição Peculiar....

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  Um dos maiores antropólogos brasileiros, cascudo era de uma erudição extraordinária. E tornou-se um dos principais folcloristas e pesquisadores das raízes étnicas do país, sendo autor de uma vasta literatura sobre o assunto. Compilou um copioso acervo de músicas e lendas folclóricas e populares. Em entrevista ao jornal "A Província", disse o seguinte acerca do seu interesse por história:  "Queria saber a história de todas as coisas do campo e da cidade. Convivência dos humildes, sábios, analfabetos, sabedores dos segredos do Mar das Estrelas, dos morros silenciosos. Assombrações. Mistérios. Jamais abandonei o caminho que leva ao encantamento do passado. Pesquisas. Indagações. Confidências que hoje não têm preço." Por sua vez, e com  um foco em dois polos principais: o modernismo brasileiro e a tradição conservadora do regionalismo. Seu discurso, em resumo é construído numa ótica nacionalista, sem cair nos estereótipos. Era sensível a algumas das demandas do modern...

O "Lebensraum" o espaço vital nacional.

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  No capitulo 6; precisamente na pagina 119 de seu livro, (O QUINTO MOVIMENTO), o ministro Aldo Rebelo, narra a quarta marcha para o Oeste, essa seria a outra grande fronteira do crescimento do Brasil com a missão de integrar a economia do País, principalmente as fronteiras mineral e agropecuária com a Ásia, via os portos do Pacífico no Chile e no Peru, através de uma rede de ferrovias, rodovias e hidrovias há muito planejadas e nunca implantadas. Esta quarta marcha sucederia as três anteriores.  Como diz o ministro, a primeira, encetada pelos bandeirantes nos séculos XVI e XVII, deixou uma herança,  o território continental demarcado no Tratado de Madri, preservado até hoje. Por sua vez, no final do século XIX, com o ciclo da borracha e os sertanejos nordestinos que dela participaram impediram um enclave norte-americano em pleno coração da Amazônia, no atual estado do Acre, conquistado por eles e incorporado ao Brasil, essa sendo a segunda marcha.  A terceir...

Uma Economia Nacional: Indústria de transformação e combustíveis.

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Porque precisamos voltar a industrialização ? essa pergunta, é simples. Embora em certos casos (como no Brasil) iniciou-se com a implantação da indústria leve (produtos alimentícios e têxteis), o processo de industrialização aqui ou em qualquer lugar do mundo,  caracterizava-se pela formação de um núcleo de indústria pesada, produtora de matérias-primas básicas/máquinas-ferramentas (indústrias de base) e uma alimentadora de todo o parque industrial. Esse processo de industrialização,  corresponde a um intenso desenvolvimento urbano (urbanização), alem de um intenso setor de serviços, que particularmente, vai esta relacionado com as atividades comerciais e financeiras. Nesse interim, a existência de um mercado interno e capitais que possam ser disponíveis para serem investidos nas atividades industriais, teriam urgido no Brasil ainda em meados do século XIX,  por sua vez, quando se implantaram as primeiras indústrias pesadas no pais, e todo esse processo só se in...