O delírio da Super ou Hipermodernidade
Na história e na filosofia o tempo pode ser definido de várias formas, as vezes como tempo é a medida do movimento e da mudança, definido como a contagem do "antes" e do "depois, dizia Aristóteles, ou quando dizia Newton descreveu como uma grandeza constante que flui uniformemente, independente de qualquer coisa externa ou movimento no universo. Na filosofia pós moderna um autor como Deleuze poderia definir o tempo da seguinte forma::
"O tempo é o Aion, que é o tempo do acontecimento incorpóreo, o tempo do sentido que se estende ao passado e futuro, indiferente aos acontecimentos contigentes do mundo."
O tempo da Hipermodernidade segundo Giles Lipovetsky define-se como: Na sociedade hipermoderna o tempo é cada vez mais vivido como preocupação maior, a sociedade em que se exerce e se generaliza uma pressão temporal crescente”
Hipermodernidade faz parte de uma sociedade liberal, caracterizada pelo movimento, pela fluidez, pela flexibilidade; indiferente como nunca antes se foi aos grandes princípios estruturantes da modernidade, que precisaram adaptar-se ao ritmo hipermoderno para não desaparecer.
O indivíduo atomizado, a cultura do consumo, do sempre mais, antingindo graus de irascibilidade nunca visto antes, a cultura do excesso, do sempre mais. Todas as coisas se tornam intensas e urgentes, o termo perde o seu caráter de movimento, não existe mais o antes e o depois, tudo é imediatamente o agora.
Tudo é uma constante e as mudanças ocorrem em um ritmo esquizofrênico determinando um tempo marcado pelo efêmero, no qual a flexibilidade e a fluidez aparecem como tentativas de acompanhar essa velocidade. Ser virtuoso, moralista ou qualquer coisa do tipo numa sociedades dessas só vai levar todos a um único ponto: seu próprio definhamento!

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