Nunca subestime a FORTUNA
Não existe dúvidas que Maquiavel é uma das figura mais importante da ciência política, realismo, pessimista antropologico, afins. Maquiavel, um homem renascentista, servira à República Florentina entre 1498 e 1512 na qualidade de segundo secretário. esse período, envolveu-se em ações de diversos tipos e se transformou num dos auxiliares mais próximos da principal figura política da cidade, Piero Soderini. De missões ao exterior.
Mas, esse texto não é uma biografia de Maquiavel, mas uma lição: NUNCA SUBESTIME A FORTUNA!
O mestre Florentino ensina, se de um lado temos a liberdade dos homens, do outro encontra-se o que ele chama de fortuna. É dessa forma, no lugar de um mundo governando pela vontade dos homens e pela "divina providência", surge um mundo dividido entre nossa capacidade de agir ou a nossa (virtù) e a ( fortuna), que nada mais é do que o próprio destino, a inconstância do mundo, comparada a um rio torrencial que, quando enfurecido, destrói tudo, mas que pode ser contido se o governante construir diques e barragens (virtù) em tempos de calmaria.
Maquiavel nos mostra que há sempre algo que nos escapa, algo que não pode ser determinado e que introduz um elemento contingencial, volátil, um fluxo contínuo, indeterminado, sem rosto, sem gosto sem cara. O líder fraco, o indivíduo, o homem fraco, mesquinho e preso aos seus desejos mais baixos é escravo da fortuna. Cada vez que decidimos agir, mesmo quando possuímos os meios para levar adiante nossa decisão, esbarramos em algo que nos escapa: a fortuna!
Como diz Maquiavel em O Príncipe, no capítulo XXV:
" metade de nossas ações é governada pelo livre arbítrio, a outra metade pela fortuna. Sabendo disso, podemos tentar limitar ao máximo os riscos de uma empreitada, mas nunca evitá-os completamente."
Um líder deve ser capaz de conduzir ao máximo uma construção minimamente saudável com os seus, o erro é subestimar a fortuna mais uma vez e cair do cavalo.
"Aos amigos favores, aos inimigos a lei"
- Nicolau Maquiavel.
Comentários
Postar um comentário